RIO

É impressionante como o lugar que a gente nasce tem um efeito extraordinário e positivo sobre o nosso ser.

Como se preencher de um aleitamento materno num momento de vazio.

Foi assim que me senti quando fui ao Rio há duas semanas. Reconfortada.

Não fazia ideia da falta que estava me fazendo sentir a energia de onde fui gerada, criada, moldada…

Nunca foi tão claro entender sobre aquela régua e compasso que a Bahia deu à Gilberto Gil.

O Rio me deu régua, compasso, ginga, atitude, malandragem, sedução, cheiro de maresia e principalmente estrutura.

E foi atrás dela que fui.

Estava me sentindo deslocada, solta num espaço sem um fio condutor. E tem momentos que se sentir assim é muito assustador.

Já vivi fora do meu país e confesso que é chato se sentir estrangeiro. É bom quando podemos sentir o lugar que te viu nascer e crescer.

Andar por suas esquinas, encontrar olhos, vozes, acenos tão familiares.

Andar sem pensar que caminho você está fazendo, pois são os caminhos que te encontram e não ao contrário.

Assim pude me sentir de novo livre.

São as nossas raízes.

Como é importante a busca dessas raízes. É na verdade, fundamental.

E o encontro com meus amigos foi algo de extraordinário. Noooossa!!! Fez toda a diferença. São muitas vidas vividas junto.

Não me arrependo de ter escolhido Sampa para viver atualmente, mas sei que agora tenho que me reestruturar de vez em quando.

Rio terra de veludo, me guarda me rege e me ilumina.

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